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Aspergilose pulmonar invasiva é comum em pacientes com covid-19 em ventilação mecânica

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Estados Unidos (Reuters Health) — Mais de um quarto dos pacientes com covid-19 em ventilação mecânica apresentaram evidências de aspergilose pulmonar invasiva, de acordo com um novo estudo.

Estudos anteriores relataram a aspergilose pulmonar invasiva complicando quadros graves de infecção por Influenza em pacientes admitidos em unidades de terapia intensiva (UTI), e relatos preliminares sugerem uma alta incidência de aspergilose invasiva em pacientes com covid-19 em ventilação mecânica.

Dr. Michele e colaboradores do grupo de estudo PREDICO avaliaram a incidência e os desfechos da aspergilose pulmonar associada ao coronavírus (CAPA, sigla do inglês, Coronavirus-Associated Pulmonary Aspergillosis) em 108 pacientes diagnosticados com infecção pelo SARS-CoV-2 que foram internados em quatro unidades de terapia intensiva de três hospitais na Bologna para receber ventilação mecânica.

Com base nas definições revisadas de aspergilose invasiva possível, provável e comprovada em pacientes imunocomprometidos do European Organization for Research and Treatment of Cancer/Mycoses Study Group, 27,7% desses pacientes tinham aspergilose provável, diagnosticada após uma mediana de quatro dias de entubação e de 14 dias desde o surgimento dos sintomas de covid-19.

A incidência de CAPA provável foi de 38,83 por 10.000 pacientes-dia na UTI, e o único fator associado à CAPA foi uso crônico de ≥ 16 mg/dia de prednisona por no mínimo 15 dias, relataram os pesquisadores no periódico Clinical Infectious Diseases.

Quando definida com base em um índice de galactomanana sérica > 0,5 ou índice de galactomanana no lavado broncoalveolar > 1,0, a aspergilose pulmonar foi diagnosticada em 17,6% dos pacientes.

Durante uma mediana de acompanhamento de 31 dias, 50% dos pacientes receberam alta vivos, 41% morreram e nove permaneceram hospitalizados.

Pacientes com CAPA provável tiveram uma mortalidade em 30 dias significativamente maior após a admissão na UTI (44%) do que os pacientes sem CAPA (19%). A mortalidade também foi maior quando a aspergilose pulmonar foi definida com base no índice sérico de galactomanana (74% versus 26%).

A chance de morte em 30 dias a partir da admissão na UTI aumentou em 41% para cada ponto de aumento no índice de galactomanana broncoalveolar inicial.

“O início precoce do tratamento com antifúngico com voriconazol, anfotericina B lipossomal ou isavuconazol é provavelmente importante para melhorar a sobrevida", disse o Dr. Martin.

FONTE: Clinical Infectious Diseases. Publicado on-line em 28 de julho de 2020.


Comentários

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Edivia Jurado
01 Abr 2021
Muito bom