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BEBIDAS ENERGÉTICAS

O consumo de bebidas energéticas está associado com incremento dos atendimentos de emergência e de morte, em prontos-socorros. Esse estudo teve como objetivo determinar o impacto do uso de energéticos em parâmetros eletrocardiográficos e hemodinâmicos em voluntários adultos, jovens e saudáveis.

Os autores conduziram um estudo randomizado, duplo-cego, placebo-controlado e cruzado, que incluiu 34 indivíduos com média de idade 22 anos.

Os participantes consumiram cerca de 940 mL de bebida energética A, bebida energética B ou placebo, durante 60 minutos, em 3 dias de estudo, com um período de “washout” de 6 dias entre as tomadas.

O desfecho primário foi o intervalo QT-corrigido e os secundários: intervalo QT, intervalo PR, duração do QRS, frequência cardíaca e PA braquial e central, medidos no período basal e a cada 30 minutos, até 240 minutos após o consumo das bebidas.

O termo de interação de intervenção e o tempo foi estatisticamente significativo para o intervalo QT corrigido, QT, PR, QRS, FC e PAS e PAD, periférica e central (p<0,001, para todos).

A mudança máxima do intervalo QT corrigido, do basal para o consumo das bebidas energéticas A, B e placebo foi de +17,9, +19,6 e +11,9ms, respectivamente (p=0,005 pelo ANOVA e p=0,04 e <0,01, respectivamente comparado ao placebo).

PAS e PAD periférica e central foram significativamente aumentadas e diferentes quando comparadas ao placebo (p<0,001 para todos).

Os autores concluíram que o consumo de bebidas energéticas prolonga o intervalo QT corrigido e aumenta os níveis da PA.

 

Referência: Shah SA et al. Impact of High Volume Energy Drink Consumption on Electrocardiographic and Blood Pressure Parameters: A Randomized Trial. Journal of the American Heart Association. 2019; DOI:10.1161/JAHA.118.011318.


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