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CAFÉ

Na coorte britânica Biobank, os autores avaliaram a associação entre o consumo de café e a rigidez arterial, utilizando as medidas de distensibilidade aórtica (DAo) e o índice de rigidez arterial (IRA), ambas reconhecidas como preditores do risco para eventos cardiovasculares (CV).
Foram incluídos 8.412 indivíduos, com indicação de realizar ressonância magnética cardíaca (RMC), que foram categorizados de acordo com o consumo de café, em 3 grupos: ≤1, entre 1–3 e >3 xícaras de café/dia.
As associações entre consumo de café e as medidas de rigidez arterial foram avaliadas separadamente, utilizando modelos de regressão linear univariada, ajustados para idade, sexo, etnia, fumo, peso, altura, álcool, PA, frequência cardíaca, hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, consumo de carne, vegetais, água e chá.
Dentre os participantes, os homens, os fumantes e os consumidores de álcool regularmente, se notabilizaram como aqueles de consumo moderado e elevado de café.
Não foram observadas diferenças significativas nos níveis pressóricos e na frequência cardíaca entre os grupos do estudo que foram categorizados pelo consumo de café.
As distribuições não-ajustadas de DAo e IRA foram similares nos 3 grupos. Na análise de regressão, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos de consumo moderado e elevado, na comparação ao grupo referencia (<1 xícara/dia).
Os autores concluíram, que em uma coorte de indivíduos de meia-idade e sem doença CV prévia, o consumo moderado a elevado de café, não se associa com mudanças significativas na rigidez arterial, quando comparado àqueles que consomem 1 café ou menos, diariamente.

Referência: Fung K et al. Effect of coffee consumption on arterial stiffness from UK biobank imaging study. British Cardiovascular Society Annual Conference 2019.


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