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PAIS FUMANTES AUMENTAM O RISCO DE FIBRILAÇÃO ATRIAL EM SEUS FILHOS

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Os autores avaliaram dados do Framingham Heart Sudy para testar a hipótese que pais fumantes podem predizer o risco futuro de fibrilação atrial (FA) em sua prole. Para tal, foram selecionados 2.816 indivíduos, em que pelo menos um dos pais era fumante, até a idade de 18 anos, dos quais 82% estiveram expostos ao fumo passivo durante a adolescência. O seguimento da coorte se iniciou em 1971 e a avaliação final, em 2014.

O número médio de cigarros fumados pelos pais, diariamente, foi de 10 cigarros (IQR 0,07-1,0 maço/dia). Dos participantes da prole, 404 (14,3%) desenvolveram FA durante o seguimento de 40,5 anos (IQR 33,3-41,9 anos); incidência total de 4,02 para 1.000 pessoas/anos.

As curvas de incidência cumulativa mostraram maior ocorrência, ajustada, de FA, com a maior exposição ao fumo passivo. Após ajuste multivariado, uma incidência 18% maior, de casos de FA, na prole, foi observada para cada aumento de 1 maço de cigarros fumados pelos seus pais.

Após ajuste para fatores de risco de FA, pais fumantes se associaram com maior risco de filhos fumantes (OR 1,34 IC 95%:1,17-1,54 p<0,001). Tabagismo, entre os filhos, se associou com incidência 32% maior nos casos de FA (HR 1,32 IC 95%:1,11-1,56 p=0,002).

Os autores concluíram, que tabagismo paterno está associado com maior risco de FA em sua prole. Parte dessa relação parece ser mediada por uma maior propensão para que a prole seja fumante, após terem sido expostos ao fumo, durante a adolescência.

Referência: Groh CA et al. Childhood Tobacco Smoke Exposure and Risk of Atrial Fibrillation in Adulthood. JACC 2019;74(13). DOI: 10.1016/J.JACC.2019.07.060.


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