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Reprodução assistida e câncer de próstata

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Estudo sugere que o rastreio precoce do câncer de próstata e a monitorização a longo prazo devem ser considerados para estes homens.

Os homens que foram pais através de técnicas de reprodução assistida (TRA) podem correr um risco mais elevado de câncer de próstata (CP) e de CP de início precoce do que os homens que conseguem ser pais naturalmente, conclui um estudo publicado pelo BMJ.

O estudo nacional de coortes baseado em registos envolveu 1181490 crianças na Suécia entre janeiro de 1994 e dezembro de 2014. Os pais foram agrupados de acordo com o modo de concepção: 20618 por fertilização in vitro (FIV), 14882 por injeção de esperma intracitoplásmica (ICSI) e 1145990 por concepção natural.

Os dados revelaram que o CP foi diagnosticado em 77 (0,37%), 63 (0,42%) e 3,244 (0,28%) dos homens que foram pais através de FIV, ICSI e meios não assistidos, respectivamente, demonstrando um aumento significativo do risco de CP em comparação com homens que conceberam naturalmente (razão de risco [RR]: 1,64; IC de 95%: 1,25-2,15 para ICSI; RR: 1,33; IC de 95%: 1,06-1,66 para FIV).

Também tiveram um aumento do risco para um início da doença com <55 anos de idade (RR: 1,86; IC de 95%: 1,25-2,77 para ICSI; RR: 1,51; IC de 95%: 1,09-2,08 para FIV), com idade média no início de 55,9, 55,1 e 57,1 anos, respetivamente.

 

 

Os autores concluíram que os homens que conseguem ser pais através de TRA, particularmente através de ICSI, constituem um grupo de risco, no qual o teste e o seguimento cuidadoso a longo prazo para CP podem ser benéficos.

Referências: Al-Jebari Y, Elenkov A, Wirestrand E, Schütz I, Giwercman A, Lundberg Giwercman Y. Risk of prostate cancer for men fathering through assisted reproduction: nationwide population based register study. BMJ 2019;366:l5214. Published 25 September 2019. Doi: 10.1136/bmj.l5214


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